Airton Sinto, secretario-adjunto de Direitos Humanos e Cidadania da Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, pediu exoneração do cargo nessa terça-feira (27/10), após a repercussão de posts feitos por ele nas redes sociais sugerindo a demissão de eleitores de Lula (PT).
O pedido foi assinado pela gestão do prefeito Farid Said Madi
(Podemos) e publicado no Diário Oficial de Guarujá nesta quarta-feira (28/10). A exoneração de Airton Sinto passa a valer a partir da data de publicação.
Airton fez uma série de publicações discriminatórias contra “petistas” e “esquerdistas”. Em seu perfil no Facebook, que é aberto, o então secretário-adjunto publicou um vídeo dando
“dicas para empresários” e sugerindo a demissão de quem
“entende que você é opressor”. O post foi deletado por ele após a repercussão.
“Nós não temos que lutar contra o sistema. A gente tem que criar o nosso sistema. Uma dica para o empresário que contrata, que tem empregados: não contrate quem odeia empresário e empregador. Não mantenha no seu hall de empregados quem entende que você é opressor. Não mantenha no seu quadro de funcionários quem te odela, quem trabalha sem gosto, sem honrar o posto de trabalho.
Em outra publicação, Airton Sinto disse que “empresários de direita estabelecidos em estados que a maioria apoia a “esquerda” deveriam ficar a vontade para “fecharem as portas”
para reabrirem no estado de São Paulo. O secretário também compartilhou um post dizendo que um evento de Natal solidário cancelado no Rio Grande do Sul após o resultado das eleições era “um exemplo a ser seguido”.
Airton Sinto é advogado e sua situação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) está regular. Após a repercussão do caso, a OAB, por meio da 73ª Subseção do Guarujá, publicou uma nota nessa terça-feira (27/10) afirmando que “discriminação, exclusão ou restrição de oportunidades profissionais em razão do posicionamento político de uma pessoa é incompatível com o Estado Democrático de Direito”.
Fonte: metropoles

