A investigação que levou à prisão de Márcio Canella, deputado estadual eleito pelo União Brasil e ex-prefeito de Belford Roxo, e do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, busca esclarecer como funcionava o caminho do dinheiro em um suposto esquema de lavagem de capitais que movimentou mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos.
Segundo as apurações da Polícia Federal, o esquema tinha como ponto de partida uma rede com mais de 20 postos de combustíveis, lojas de conveniência e distribuidoras, concentrados principalmente em Niterói, São Gonçalo e na Região dos Lagos.
Embora os estabelecimentos estivessem formalmente registrados em nome de terceiros, a partir da atividade comercial, os recursos passariam por uma estrutura destinada a dificultar a identificação de seus verdadeiros proprietários.
Entre os mecanismos investigados estão o uso de pessoas interpostas, empresas sem estrutura operacional compatível com as transações e transferências sucessivas entre negócios ligados ao mesmo grupo.
Um dos exemplos citados na investigação é o de Luana Oliveira, que figurava formalmente como sócia de empresas e postos. Segundo os dados levantados, ela declarou renda formal de R$ 1.800 até 2021, mas movimentou mais de R$ 60 milhões em contas pessoais.
Fonte: PortalR7
