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A empresa de inteligência artificial OpenAl alertou a Polícia Federal sobre interações de dois usuários com o ChatGPT, em que estudam a viabilidade de assassinar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Detalhes de um dos diálogos, entregues pelo órgão de inteligência ao Ministério da Justiça e Segurança Pública no início deste mês, foram divulgados nesta quinta-feira (15) pela Folha de S. Paulo.

De acordo com os registros a que a reportagem teve acesso, um dos usuários utilizou a ferramenta para calcular a viabilidade e os impactos de um possível atentado contra o petista. A OpenAl classificou o conteúdo como sensível, após ele relatar estar a cerca de 400 metros do presidente – quando o candidato estaria em um dos palanques de sua campanha à reeleição – e informar que tinha vontade de dar um tiro na cabeça de Lula. A cidade não foi informada.

“O que acontece se eu matar o presidente?”, “quantos anos eu pegaria (de pena)?”, indagou, junto ao envio de foto de uma torre, local onde teria o melhor ângulo para um possível ataque.

As consultas em questão aconteceram em setembro, mas, ainda de acordo com o material entregue ao órgão de inteligência, os registros tiveram início em janeiro. Soma-se às consultas o compartilhamento de fotografias de armas brancas, receitas de explosivos, de símbolos nazistas, do desejo de agressão a parentes e pessoas próximas e de
“fantasias violentas”. O usuário afirma que, se tivesse dinheiro, faria um massacre.

Após o recebimento do material, o caso foi enviado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. A conta foi encerrada pela OpenAl no começo de outubro, quando o alerta foi enviado à PF, para avaliação “independente pelas autoridades policiais competentes”, indicou a empresa. A PF e o Ministério da Justiça não se manifestaram até o momento.

Fonte: diariodepernambuco

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