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Eleita deputada estadual com 1,9 milhão de votos, Maria Eduarda Campopiano Monteiro (PL) terá de prestar esclarecimentos à Polícia Civil por suspeita de participar da invasão de um sindicato, onde manifestantes teriam arremessado pés de frango contra funcionários.

A determinação consta em despacho dessa quinta-feira (8/10), assinado pela delegada Aline de Lima e Lins Rocha, do 3º DP (Campos Elíseos).

O inquérito da Polícia Civil, obtido pela coluna, apura suspeitas de violação de domicílio e constrangimento ilegal, após um protesto realizado em 14 de janeiro, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), na Praça da República, centro da capital paulista.

Eduarda Campopiano (PL) foi eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo
Polícia quer ouvir Campopiano por invasão com pés de frango em sindicato - imagem 2
Natural de Campinas (SP), Campopiano tem 23 anos e foi eleita vereadora de Praia Grande. Ela é aliada de Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos do PL
Eduarda Campopiano fez campanha apoiada pela forte presença nas redes sociais
Eduarda Campopiano, do PL, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo

5 imagensEduarda Campopiano (PL) foi eleita a deputada estadual mais votada de São PauloPolícia quer ouvir Campopiano por invasão com pés de frango em sindicato - imagem 2Natural de Campinas (SP), Campopiano tem 23 anos e foi eleita vereadora de Praia Grande. Ela é aliada de Lucas Pavanato e Nikolas Ferreira, ambos do PLEduarda Campopiano fez campanha apoiada pela forte presença nas redes sociaisEduarda Campopiano, do PL, foi a deputada estadual mais votada de São Paulo

Pés de frango e intimidação

Segundo representação encaminhada ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), Campopiano e o vereador Kleber Ribeiro Galvão de Souza (PL), de Guarulhos, estavam à frente de cerca de 15 pessoas que entraram no sindicato.

O grupo teria proferido expressões agressivas e intimidatórias contra a entidade, o presidente Lula (PT) e partidos de esquerda, além de lançar pés de frango contra trabalhadores.Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Por meio de sua assessoria jurídica, Eduarda Campopiano afirmou que ainda não foi notificada sobre o inquérito policial. “Uma vez notificados, iremos seguir todas as exigências legais”.  Kléber Galvão não foi localizado. O espaço segue aberto para manifestações.

Investigação após nove meses

A Polícia Civil também determinou, na quinta-feira, a cobrança urgente de imagens e informações solicitadas ao sindicato em fevereiro, ainda pendentes de resposta nos autos.

Para ouvir os dois políticos, a delegada ordenou a expedição de cartas precatórias, destinadas à coleta dos depoimentos em outras cidades.

A investigação ainda não foi concluída. Não há denúncia criminal contra os parlamentares nos documentos analisados.

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