Enquanto plataformas autorizadas pelo governo deixaram de operar no Brasil na terça-feira (6), sites estrangeiros e ilegais continuam acessíveis e aparecem em divulgações nas redes sociais.
As bets legalizadas começaram a deixar de funcionar no Brasil nesta terça-feira (6), cumprindo a determinação da Medida Provisória n° 1.394/2026. Sites e aplicativos das platatormas autorizadas a operar no país estão sendo retirados do ar, enquanto o governo intensifica o bloqueio de operações consideradas ilegais.
O cenário, porém, chama atenção nas redes sociais. Enquanto as empresas que estavam regularizadas são obrigadas a encerrar as atividades, plataformas estrangeiras e clandestinas continuam aparecendo na internet e sendo divulgadas por influenciadores.
Levantamentos recentes identificaram milhares de sites ilegais de apostas ainda acessiveis aos brasileiros. Muitas dessas plataformas utilizam domínios diferentes do “.bet.br”, , exigido
das empresas autorizadas a atuar no mercado brasileiro.
A situação também chegou às redes sociais. Perfis de influenciadores continuam divulgando casas de apostas estrangeiras, algumas vezes com links de acesso e códigos promocionais direcionados aos seguidores.
Entre os casos identificados estão divulgações das chamadas
“casas chinesas”, que continuam oferecendo apostas mesmo após a mudança nas regras brasileiras.
A divulgação de apostas também está incluída nas restrições. O governo determinou a retirada de publicidade relacionada às plataformas proibidas e passou a monitorar redes sociais e outros canais digitais.
Entre 25 de setembro e 6 de outubro, mais de 13 mil sites considerados ilegais foram encaminhados para bloqueio.
Também foram solicitadas remoções de milhares de páginas, pertis, canais, grupos e servidores relacionados à divulgação de apostas.
Para os apostadores, a orientação é evitar plataformas ilegais.
Quem ainda possui dinheiro nas bets que estavam regularizadas deve acompanhar o processo de devolução dos valores, conforme as regras estabelecidas pelo governo.
Fonte: @diariodepernambuco

