Presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro, Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado no estado, com 197.178 votos.
Canella era pré-candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro até ser preso em flagrante por agentes da Polícia Federal (PF), que encontraram um fuzil de uso restrito em seu veículo.
O deputado era alvo de um mandado de busca e apreensão durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF em julho de 2026.
Apesar do pedido de indeferimento apresentado pela Procuradoria Regional Eleitoral por conta da prisão e de apurações sobre ligações com o crime organizado, Canella teve a candidatura liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
Com a decisão favorável da Justiça Eleitoral, ele garantiu o quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Seu principal reduto eleitoral foi o município de Belford Roxo, cidade onde ele foi prefeito e concentrou 133.956 dos seus votos válidos.
A PF e o Ministério Público apontam que Canella nomeou como secretários municipais e abrigou em seus gabinetes conhecidos chefes de organizações paramilitares e parentes de lideranças da milícia que atuam na Baixada Fluminense.
Fonte: @metropoles

