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A suspensão das atividades do grupo de empresas de comunicação, determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), foi motivada pelo favorecimento à campanha de João Henrique Caldas, o JHC (PSDB). A decisão aponta um volume expressivo de publicações favoráveis ao candidato ao longo de seis meses.

Assinada pelo desembargador Klever Loureiro, no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), a decisão considerou dados apresentados pela Coligação Pra Alagoas Fazer História de Novo, encabeçada pelo MDB.

De acordo com o levantamento, as empresas Fundação Quilombo, Alagoas Comunicação, Rádio Paraíso, Agora Alagoas e LBA/T82, que reúnem nove emissoras de rádio e 13 perfis no Instagram, publicaram 2.313 conteúdos nas redes sociais e veicularam 2.372 inserções em nove rádios entre 2 de março e 7 de setembro de 2026. Todo o material era favorável a JHC. No mesmo período, não houve registro de publicações em apoio ao adversário do candidato na disputa pelo governo de Alagoas.

O grupo também teria cedido gratuitamente à campanha de JHC 538 “cápsulas de informe”, avaliadas em R$ 344 mil, conforme os valores da própria tabela comercial dos veículos. Além disso, as empresas impulsionaram 25 anúncios eleitorais nas redes sociais. A prática é vedada pelo artigo 24 da Lei n° 9.504, a Lei das Eleições, que proíbe pessoas jurídicas e concessionárias de serviços públicos de destinar recursos a campanhas eleitorais. As emissoras envolvidas operam por meio de outorgas concedidas pelo poder público.

Na ação, o TRE-AL investiga o uso indevido dos meios de comunicação pela campanha de JHC. Os veículos de JHC são apontados pela cobertura tendenciosa e desproporcional na disputa eleitoral a partir do número de inserções em rádio, publicações em páginas na internet e postagens nas redes sociais, além de exibição de material de campanha e despesas em propaganda pagas por pessoas jurídicas.

Fonte: cbnmaceio

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