Declaração inusitada de Josi Flora durante debate em Salvador gerou onda de reações nas redes sociais e colocou o debate sobre representatividade no centro das atenções.
O que era para ser mais um debate político comum acabou virando o assunto mais comentado na internet baiana. Durante o programa Alô Juca, transmitido pela TV Aratu em Salvador, a candidata a deputada estadual Josi Flora (PL-BA) surpreendeu o público ao rejeitar o termo “mulher preta” ao falar sobre sua identidade. “Primeiro que não sou preta, sou marrom”, disparou, pegando os espectadores e adversários de surpresa.
A frase dita pela presidente do PL Mulher na capital baiana imediatamente gerou bate-boca no estúdio. Um dos concorrentes políticos presentes não deixou barato e alfinetou na hora: “Até isso o bolsonarismo tirou de você?”. Para piorar a situação, quem foi conferir os registros oficiais da própria candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou outra informação: nos documentos oficiais da Justiça Eleitoral, a cor/raça declarada por Josi Flora é preta.
A gafe não parou por aí. No mesmo embalo da entrevista, a candidata ainda cometeu uma escorregada geográfica ao tentar citar dados culturais, chamando o estado do Maranhão de “cidade” e afirmando que ele seria o lugar mais preto fora da África.
O episódio escancara o quanto o debate sobre raça, autodeclaração e posicionamento político mexe com os nervos dos eleitores, especialmente em um estado com a força e a ancestralidade da Bahia.
A declaração contraditória continua rendendo discussões acaloradas sobre a linha tênue entre a imagem pública que os políticos tentam passar e o que dizem os documentos oficiais.
Fonte: @romanewsoficial

