A Polícia Federal (PF) pediu ao ministro André
Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação das investigações sobre os repasses de R$ 97 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) para o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A solicitação da PF foi apresentada em meio à análise do caso pela Controladoria-Geral da União (CGU), que recebeu novos elementos descobertos pelas investigações na segunda-teira (21).
O caso foi remetido pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em Recife, ao Supremo Tribunal Federal (STF) em março, após a confirmação de que o então prefeito de Maceió e candidato ao governo de Alagoas João Henrique Caldas (PSDB), detentor da prerrogativa de foro privilegiado, era o responsável direto pela gestão da autarquia previdenciária, conforme registros legais da entidade.
O pedido de dilação do prazo foi enviado ao ministro na quarta-feira (23) e aguarda manifestação. A medida vai permitir a perícia em 10 blocos de documentos requeridos pela PF junto ao Iprev, cujo prazo para envio termina na próxima sexta-feira (2).
Por ordem da PF, o Iprev deverá apresentar cópia do contrato com a empresa de consultoria Crédito & Mercado Gestão de Valores Mobiliarios Ltda, apontada nas investigações como intermediária dos repasses para o Master.
A autarquia também deverá enviar atas das reuniões do Conselho de Administração que trataram da contratação e detalhes sobre a nomeação do secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, para o colegiado, e as atas de todas as reuniões que debateram a política de investimentos do Iprev para 2023 e 2024, com a presença de Borges.
Nomeado pelo então prefeito JHC e ainda exercendo o cargo de secretário municipal da Fazenda, Borges foi investigado pela Operação Rebote, deflagrada em 2023 para apurar um desfalque de R$ 383,4 milhões no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Campos dos Goytacazes (PreviCampos), no Rio de Janeiro, onde o secretário trabalhava.
