O Ministério Público Eleitoral (MPE) mudou de posição e passou a pedir o indeferimento do registro da candidatura de Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil, a deputado federal pelo Rio de Janeiro. O pedido está sob análise do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre o registro.
A mudança ocorre após o TRE-RJ suspender o julgamento e determinar novas diligências para reunir informações de órgãos públicos. Antes disso, a Procuradoria havia se manifestado favoravelmente ao registro por considerar insuficientes os elementos apresentados até aquele momento.
No novo parecer, o MPE sustenta que a campanha de Rueda estaria relacionada a uma estrutura político-territorial na Baixada Fluminense. A Procuradoria menciona a atuação política de Eduardo Araújo e Fabinho “Varandão”, ex-secretários de Belford Roxo que tiveram candidaturas a vereador barradas pela Justiça Eleitoral em 2024 em processos relacionados a organizações paramilitares ou milícias.
Segundo o MPE, os dois teriam participado da promoção eleitoral de Rueda e de Márcio Canella. A Procuradoria entende que os novos documentos reunidos no processo alteraram o cenário analisado anteriormente e justificam o pedido para que o registro seja negado.
A defesa de Rueda contesta as conclusões. Os advogados atirmam que não ha condenação, denúncia ou indiciamento criminal contra o candidato relacionado aos fatos e sustentam que manifestações de apoiadores ocorreram por iniciativa própria. Também alegam que as diligências não apontaram registros de ameaça, violência ou coação de eleitores em benefício da candidatura.
O parecer do MPE não impede, por si só, Rueda de disputar a eleição. A decisão sobre o registro caberá ao TRE-RJ, que deverá analisar os documentos, as impugnações e os argumentos apresentados pela defesa.
Fonte: @folhadebel

