As tradições, os territórios e as diferentes expressões que fazem parte de Alagoas ocuparam a antiga Avenida da Paz, em Jaraguá, nesta quarta-feira (16), durante o Desfile Cívico Estudantil em celebração aos 209 anos da Emancipação Política do estado.
Com o tema “Cultura, Territórios e Identidades Alagoanas na Era Digital”, o desfile reuniu 18 pelotões temáticos, construídos a partir de um projeto desenvolvido durante o ano letivo nas escolas da rede estadual. A proposta levou estudantes e educadores a pesquisar e refletir sobre aspectos históricos, culturais, ambientais e artísticos de diferentes regiões de Alagoas.
Um dos pontos centrais do projeto foi o concurso de redação no gênero crônica. Os estudantes escreveram sobre memórias, manifestações culturais e características do estado, e os textos vencedores serviram de inspiração para a definição dos subtemas apresentados pelos pelotões.
“Estamos mais um ano comemorando a emancipação de Alagoas, um dia importantíssimo para o nosso estado. O tema ‘Cultura, Territórios e Identidades Alagoanas na Era Digital’ foi o escolhido para ser trabalhado nas nossas 327 escolas da rede estadual por entendermos que, mesmo estando na era digital e da inteligência artificial, não podemos esquecer da nossa cultura, ancestralidade e território que nos fazem alagoanos”, explicou a secretária de Estado da Educação, Roseane Vasconcelos, que, na ocasião, representou o Governo de Alagoas no evento.
O evento
Ao levar para a avenida temas definidos a partir do trabalho realizado nas escolas, o desfile encerrou um processo que uniu produção escrita, pesquisa e manifestações culturais. As apresentações deram forma às diferentes maneiras encontradas pelos estudantes para olhar, conhecer e representar Alagoas.
A abertura foi realizada pela Banda de Música do Centro Musical da Polícia Militar de Alagoas. Na sequência, após os pelotões das bandeiras e da inclusão, estudantes e bandas apresentaram temas relacionados às diferentes identidades e territórios alagoanos. As bandas participantes também levaram para o cortejo tradições musicais de seus municípios e regiões, esbanjando criatividade, beleza, ritmo e sincronia.
Entre os assuntos apresentados estiveram as culturas indígena e quilombola, a pesca, o sururu e a reciclagem, em discussões relacionadas ao meio ambiente e à sustentabilidade. Foi inclusive a primeira vez que uma fanfarra escolar indígena participou do evento: coube à Escola Cacique Alfredo Celestino protagonizar o feito histórico.
O desfile também abordou as manifestações culturais alagoanas e os desafios de preservá-las na era digital, além da valorização dos territórios, com apresentações que incluíram pinturas temáticas. O filé alagoano e diferentes expressões artísticas e literárias também fizeram parte das apresentações.
O cortejo começou nas proximidades do Museu Théo Brandão, seguiu até o Memorial da República, onde estava o palanque oficial, e terminou no Estacionamento de Jaraguá.
