O caso envolvendo os R$ 97 milhões investidos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master ganhou repercussão nacional após o jornal O Globo revelar novos detalhes da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF). Com a retirada do sigilo de documentos do inquérito, a apuração passou a expor informações sobre a participação de integrantes da administração municipal e sobre a responsabilidade institucional do então prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), atualmente candidato ao governo de Alagoas.
Segundo O Globo, a Polícia Federal trata como investigado o secretário municipal da Fazenda, João Felipe Alves Borges, e solicitou acesso aos seus dados bancários, fiscais e telemáticos. A medida recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Os documentos também detalham os motivos pelos quais o Ministério Público Federal (MPF) considera possível aprofundar a apuração sobre a atuação de JHC. À época dos investimentos, o então prefeito figurava perante o Ministério da Previdência como responsável legal pela unidade gestora do regime próprio de previdência de Maceió e tinha poder para nomear e exonerar integrantes da direção do prev.
JHC nega qualquer irregularidade e afirma que não é investigado. Por meio de sua assessoria, declarou que não determinou nem solicitou os investimentos no Banco Master.
O Iprev é responsável pela administração dos recursos previdenciários dos servidores públicos municipais de Maceió.
De acordo com os documentos citados por O Globo, o instituto aplicou R$ 80 milhões em letras financeiras do Banco Master em dezembro de 2023. Cinco meses depois, em maio de 2024, foram investidos mais R$ 17 milhões em títulos da instituição.
Fonte: @cbnmaceio

