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Entre dezembro de 2023 e maio de 2024, enquanto JHC comandava a Prefeitura de Maceió, o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do município (Iprev) despejou cifras milionárias em Letras Financeiras do Banco Master.

A Justiça fala em R$ 97 milhões, e peças da disputa eleitoral mencionam até R$ 117 milhões. O Master viria a ser liquidado extrajudicialmente, culminando na prisão de seu controlador. O dinheiro do Iprev não era do prefeito nem do banco. Era a poupança previdenciária de milhares de servidores e aposentados da capital alagoana.

A representação da Polícia Federal (PF), hoje nos autos remetidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), descreve operação cercada de supostas irregularidades. Segundo auditoria da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência, os aportes foram feitos em desacordo com a Política Anual de Investimentos do próprio instituto, concentraram cerca de 20% de todo o patrimônio líquido do fundo em um único emissor e careciam de fundamentação técnica nas autorizações de aplicação.

A PF aponta ainda que o Banco Master foi favorecido já em 2023, com R$ 80 milhões, mesmo sem constar de lista de autorização do Ministério da Previdência. O Iprev deixou de credenciar outras instituições financeiras habilitadas. A sessão do Conselho de Administração que aprovou a política de investimentos de 2024 não tinha quórum, e os gestores dispunham de elementos suficientes para perceber a falta de solvência do banco.

A consultoria que assessorava o instituto já havia sido instrumento de esquema análogo investigado na Operação Rebote, e seu diretor tem condenação por modus operandi semelhante. Mesmo assim, seguiu orientando o fundo dos servidores de Maceió.

Fonte: metrópoles

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