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A eleição de 2026 ainda nem terminou, mas os bastidores da política alagoana já começaram a projetar 2028. E isso está longe de ser novidade. Na política, uma eleição praticamente começa quando termina a anterior, às vezes, até antes.

Em Maceió, um possível cenário para a próxima disputa municipal começa a ganhar forma. De um lado está o prefeito Rodrigo Cunha, que, naturalmente, poderá buscar a reeleição. Do outro, começa a aparecer com força o nome do deputado estadual Lelo Maia.

Uma declaração recente de Lelo, durante evento realizado no bairro do Clima Bom, chamou atenção justamente por deixar no ar a possibilidade de uma candidatura à Prefeitura de Maceió em 2028.

Ainda é cedo para tratar qualquer candidatura como definida. Mas, se o cenário avançar, a eleição municipal poderá representar muito mais do que uma disputa entre dois nomes. Pode se transformar em mais um capítulo do confronto entre dois dos principais grupos políticos de Alagoas.

De um lado, Lelo Maia, ligado ao grupo político do ministro Renan Filho. Do outro, Rodrigo Cunha, representando a continuidade do projeto político construído por JHC na capital.

Na prática, poderíamos ter Renan Filho e Lelo de um lado; JHC e Rodrigo Cunha do outro.

E Lelo Maia teria um ativo importante para começar essa construção: articulação política.

Nos bastidores, já se fala no apoio de deputados estaduais a uma eventual candidatura. O deputado também poderia iniciar uma futura disputa contando com a aproximação de cerca de 11 vereadores com mandato em Maceió.

Uma base desse tamanho teria peso considerável numa eleição municipal. Vereadores possuem presença nos bairros, lideranças comunitárias, bases eleitorais próprias e estruturas capazes de ajudar uma candidatura majoritária a chegar às diferentes regiões da capital.

Só que existe uma etapa fundamental antes de qualquer projeto para 2028: a eleição de 2026.

É o resultado das urnas deste ano que ajudará a determinar com que força cada grupo chegará à próxima disputa pela Prefeitura de Maceió.

Quantos deputados cada lado conseguirá eleger? Qual grupo sairá fortalecido da disputa pelo Governo de Alagoas? Quem ampliará sua bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados? E, principalmente, qual será o desempenho de cada força política dentro de Maceió?

Essas respostas são importantes porque eleições municipais não começam do zero. Elas são influenciadas diretamente pelo capital político acumulado na eleição anterior.

Uma vitória expressiva de determinado grupo em Maceió em 2026 pode fortalecer seu discurso para 2028, atrair vereadores, ampliar alianças e tornar mais fácil a montagem de uma chapa competitiva. O contrário também vale: um resultado abaixo do esperado pode obrigar lideranças a rever nomes, estratégias e até alianças.

Por isso, ainda é precipitado cravar um duelo entre Lelo Maia e Rodrigo Cunha.

O cenário existe, começa a ser desenhado nos bastidores e tende a entrar cada vez mais nas conversas políticas depois das urnas deste ano. Mas a fotografia de hoje pode ser bastante diferente daquela que estará sobre a mesa quando começar efetivamente a sucessão municipal.

Antes da batalha por Maceió em 2028, portanto, existe uma espécie de eleição classificatória.

E ela acontece em 2026.

O placar deste ano ajudará a dizer quem chega forte, quem precisará se reorganizar e, principalmente, se o confronto entre os grupos de Renan Filho e JHC será mesmo reproduzido na disputa pelo comando da capital.

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