vídeo, A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação de mensagens contra o voto feminino e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequênciasArticle Information
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- Author, Shin Suzuki
- Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
- Published 14 setembro 2026, 05:01 -03Atualizado Há 9 horas
- Tempo de leitura: 15 min
Ataques ao voto feminino e ao direito das mulheres de irem às urnas ganharam holofotes em junho quando o influenciador Paulo Figueiredo, ligado à família Bolsonaro, criticou “a qualidade” do voto das mulheres.
A declaração de Figueiredo está longe de ser isolada. Nas redes sociais, circulam programas inteiros e “cortes” de vídeos e podcasts que acumulam milhares de curtidas e comentários ao exibir frases como “o voto feminino é o erro da democracia ocidental”.
Outros trechos responsabilizam o sufrágio feminino por problemas da sociedade e pelas dificuldades da vida do homem moderno.
A BBC News Brasil passou três meses investigando a circulação desse tipo de mensagem e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências. O resultado está nesta reportagem e no documentário O Ataque ao Voto Feminino, disponível no nosso YouTube.
Mapeamos um ecossistema digital que também abriga mulheres que afirmam que abririam mão do próprio direito de votar, como Fernanda Guardian, ou que já atacaram o voto feminino, caso da influencer Pietra Bertolazzi.
O discurso que parecia restrito a nichos da internet passou a ecoar no debate político do Brasil e nos círculos conservadores nos Estados Unidos.
A BBC News Brasil conversou com a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do fenômeno na internet brasileira e mostrou a ela alguns dos vídeos.
“Isso aqui é democracia, as pessoas poderem falar até isso”, reagiu ela, que hoje é a única mulher no Supremo.

