Subir 110 andares carregando equipamentos de combate a incêndio tornou-se um dos principais símbolos de homenagem aos bombeiros que atuaram nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York. O número corresponde aos andares de cada uma das Torres Gêmeas do World Trade Center, destruídas após serem atingidas por aviões sequestrados.
Naquela manhã, centenas de integrantes do Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY) entraram nos edifícios enquanto milhares de pessoas tentavam deixar as torres. Com os elevadores comprometidos, os profissionais começaram a subir pelas escadas carregando roupas de proteção, ferramentas, mangueiras e equipamentos respiratórios.
O objetivo era alcançar os pavimentos atingidos, combater os incêndios e auxiliar na retirada das pessoas que ainda permaneciam nos prédios. O trabalho foi interrompido pelo colapso das torres. Ao todo, 343 integrantes do FDNY morreram durante as operações de resgate naquele dia.
A tragédia deu origem a uma tradição que se espalhou pelos Estados Unidos e por outros países: o 9/11 Memorial Stair Climb. Durante essas homenagens, bombeiros e outros participantes sobem o equivalente a 110 andares, aproximadamente 2,2 mil degraus, em memória dos profissionais que não conseguiram concluir a missão em 2001.
Em muitas cerimônias, os participantes realizam o percurso utilizando parte do equipamento de combate a incêndio e carregam nomes ou fotografias dos bombeiros mortos. A iniciativa transformou a subida em um gesto simbólico de memória e reconhecimento ao trabalho realizado pelas equipes de emergência.
Vinte e cinco anos depois dos ataques, as homenagens continuam relembrando tanto as vítimas quanto os profissionais que entraram nas Torres Gêmeas para tentar salvar vidas, mesmo diante das condições extremas encontradas no World Trade Center.
Fonte: @metropoles

