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Operação resgata de condição análoga à escravidão mais de 400 homens, 75 mulheres e 13 crianças, sendo que desses 66 eram migrantes vindos da África e de outros países latino-americanos. Minas Gerais concentra o maior número de solturas.

Quase 500 pessoas que trabalhavam em condições análogas à escravidão foram libertadas em agosto. Esse é o saldo da Operação Resgate VI, que realizou 231 ações fiscais e libertou 404 homens, 75 mulheres e 13 crianças. Desses, 66 eram migrantes vindos da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. Somente na Região Sudeste, foram resgatados 267 trabalhadores – 208 em Minas Gerais.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, “a Operação Resgate reforça a importância do combate ao trabalho análogo à escravidão. Precisamos manter o monitoramento contínuo, responsabilizar os exploradores e fortalecer políticas públicas de prevenção para evitar que trabalhadores sejam novamente submetidos a essas situações”. Já o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete) do Ministério Público do Trabalho, Luciano Aragão dos Santos, ressaltou que o número de pessoas resgatadas e a diversidade dos setores envolvidos mostram que o trabalho análogo à escravidão ainda sustenta setores da sociedade no

Brasil.

“O resgate de quase 500 pessoas, incluindo dezenas de migrantes e crianças operando na base da construção civil e da agricultura, prova que o trabalho análogo à escravidão no Brasil não é um desvio de conduta isolado. É um modelo de negócios rentável e sistêmico, desenhado especificamente para se alimentar da extrema vulnerabilidade e da informalidade para baratear custos”, denuncia.

Fonte: correio.braziliense

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