A mãe do menino Edson Davi, desaparecido aos 6 anos na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, disse que também foi procurada pela Interpol após 163 crianças serem resgatadas em uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos. Marize Araújo entregou nesta quarta-feira (09) documentos, fotografias e outras informações sobre o filho à Polícia Federal, no Rio. A expectativa da família é que o menino possa estar entre as crianças localizadas no exterior, mas, até o momento, não há confirmação de que Edson esteja entre os resgatados.
Segundo o advogado da família, Cristiano Medina da Rocha, a solicitação ocorreu após ele pedir à Polícia Federal que o caso fosse incluído na chamada Difusão Amarela da Interpol, mecanismo utilizado para ampliar internacionalmente a localização de pessoas desaparecidas. A Interpol reúne 196 países-membros. A inclusão em um alerta, no entanto, não significa que a pessoa tenha sido localizada.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Marize contou que recebeu a ligação que aguardava e que iria à Superintendência da Polícia Federal para fornecer os dados do filho. “A Interpol entrou em contato com meu advogado e agora eu estarei indo na Superintendência da Polícia Federal para levar todos os dados do meu filho, Edson David”, afirmou. A mãe também manifestou esperança de que o menino possa estar entre as crianças localizadas nos Estados Unidos. “Se Deus quiser, meu filho possa estar entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Continuem em oração”, disse.
Resgate de 163 crianças nos Estados Unidos
A possibilidade ganhou força depois da Operation Statewide Shield, operação conduzida por autoridades da Flórida entre 17 e 21 de agosto. Segundo o Departamento de Polícia da Flórida (FDLE), 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos, foram localizados.
As autoridades informaram que a operação ocorreu em diferentes regiões da Flórida e também resultou em localizações em outros seis estados norte-americanos, um território dos Estados Unidos e outros 12 países. Segundo o FDLE, muitas das crianças encontradas haviam sido submetidas a diferentes formas de abuso, negligência ou exploração. O número chamou a atenção de famílias que têm crianças desaparecidas e levantou a possibilidade de que algum dos menores localizados possa ser brasileiro.
Caso de Bacabal também chega à Interpol
O desaparecimento de Edson Davi ganhou um novo desdobramento no mesmo dia do caso dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, que também passou a contar com a atuação da cooperação internacional.
Os irmãos desapareceram em 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar nas proximidades da casa da avó, em uma área de mata na zona rural de Bacabal. O primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos, foi encontrado três dias depois. Ágatha e Allan continuam desaparecidos.
Nesta quarta-feira (09), a mãe das crianças, Clarice Cardoso, também esteve na Polícia Federale realizou coleta de material genético. O procedimento será utilizado para uma eventual comparação com o material de uma criança localizada nos Estados Unidos que levantou suspeitas de que poderia ser Allan. Até o momento, não há confirmação de que a criança seja o menino desaparecido no Maranhão.
O caso também está na lista da Difusão Amarela, e a Interpol passou a participar dos esforços de cooperação relacionados ao caso dos irmão.
