O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, nesta sexta-feira (4/9), a abertura de investigação para apurar a suposta propina que teria sido paga pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por meio de doação às campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em 2022.
Segundo reportagem do UOL, publicada nessa quinta-feira (3/9), os pagamentos teriam sido articulados por Gilberto Kassab (PSD), atual presidente nacional do PSD e vice na chapa de Caiado.
A declaração do presidenciável goiano ocorreu durante sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL, em São Paulo. Questionado se manteria Kassab como vice caso a Polícia Federal (PF) abrisse uma investigação para apurar as acusações, Caiado defendeu que todos os envolvidos sejam investigados.
“Tem que abrir todas as informações. Tanto ele (Kassab) quanto Tarcísio já negaram”, afirmou o presidenciável.
Caiado também disse que a apuração deve ocorrer independentemente de quem seja citado nas denúncias. “Roubar com a mão direita e esquerda é ladrão”, declarou.
Em seguida, ele defendeu que as informações sejam analisadas para verificar se são compatíveis com as versões apresentadas pelos envolvidos.
Durante a sabatina, Caiado também foi questionado sobre um projeto aprovado durante seu governo em Goiás que ampliou o crédito consignado no estado. A medida teria beneficiado empresas que atuavam no setor, entre elas o Banco Master.
O candidato negou ter favorecido a instituição financeira. Segundo
Caiado, a mudança não foi direcionada ao Master e alcançou todas as empresas que estavam aptas a oferecer crédito consignado em Goiás.
Kassab afirmou que nunca teve qualquer relação com Vorcaro e negou ter participado de negociações envolvendo o Credcesta. O presidente do PSD também rejeitou a versão apresentada pelo banqueiro.
Fonte: @metropolespolitica

