A recém-lançada edição do Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2026) escancara uma realidade alarmante para a capital alagoana. O levantamento, que avalia o progresso social e ambiental de todos os 5.570 municípios brasileiros, aponta que Maceió ocupa apenas a 25ª posição no ranking geral entre as 27 capitais do país, registrando uma nota de 61,96 de 100 pontos possíveis.
O levantamento revela que a situação é ainda mais crítica nas áreas fundamentais de atenção à vida. No componente de
“Nutrição e Cuidados Médicos Básicos”, a cidade obteve a nota 65,80, despencando para a 4.685ª posição geral entre os municípios brasileiros. Já no componente mais amplo de “Saúde e Bem-estar”, a pontuação foi de parcos 53,16, colocando a capital na 3.874ª colocação nacional.
No entanto, o dado que mais chama a atenção pela sua gravidade foi destacado pelo economista Elias Fragoso em sua análise sobre o índice: Maceió ficou em 27º e último lugar entre todas as capitais brasileiras no indicador de “Mortalidade Ajustada por Condições Sensíveis à Atenção Primária”.
Segundo Fragoso, esse indicador não é uma métrica distante do cotidiano, pois acompanha o número de mortes que poderiam ser evitadas por meio de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado nos postos de saúde da atenção básica.
O fato de nenhuma outra capital brasileira apresentar um resultado pior que Maceió nesse quesito evidencia falhas estruturais severas na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
Além disso, dados públicos e auditorias federais na cidade contrastam com a narrativa de excelência administrativa. Em 2023, a gestão de João Henrique Caldas, prefeito na época, celebrou efusivamente a nota 8,35 no programa federal Previne Brasil, anunciando a cidade como a dona da “segunda melhor Atenção Primária do país”. Contudo, o cruzamento de dados de diversas instituições independentes revela que os resultados sanitários reais dos maceioenses contam uma história bem diferente.
Fonte: @cbnmaceio
