Brasil e Índia avançaram, nesta semana, em novos acordos para ampliar o comércio bilateral. A intenção é elevar para R$ 20 bilhões a corrente comercial entre os dois países até quatro anos. Para isso, uma delegação indiana esteve no Brasil nos últimos dias para discutir estratégias e buscar novas oportunidades de negócios que ajudem a alcançar a meta.
A comitiva foi presidida pelo secretário de Comércio da Índia, Rajesh Agrawal, e era formada ainda por representantes de 19 empresas. O grupo reunia setores variados, incluindo farmacêutico, alimentos, infraestrutura, mineração e o setor agrícola. O objetivo da visita, conforme antecipou o Metrópoles, era destravar a expansão do comércios.
A ambiciosa meta quase dobraria a atual corrente comercial entre os dois países, estimada em R$ 15 bilhões.
Para alcançar esse patamar, contudo, os governos brasileiro e indiano entendem que será necessário ampliar as linhas tarifárias negociadas entre os países, aumentando a variedade de produtos brasileiros e indianos que podem ser importados e exportados.
Por isso, Índia e Brasil assinaram um memorando de entendimento (MoU) entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a parte indiana. O acordo prevê a troca de informações e cria uma base institucional para o desenvolvimento de projetos conjuntos de atração de investimentos e facilitação de negócios bilaterais.
A iniciativa é atrativa para empresas dos dois países.
Em entrevista à imprensa, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o comércio entre os dois países já teve incremento de 20% neste ano, que foi alavancada após visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Nova Déli em fevereiro deste ano.
A visita ao Brasil nesta semana deve impulsionar ainda mais a atração de investimentos. Ao Metrópoles, membros do governo brasileiro informaram que a visita teve a intenção de mostrar a empresários e investidores indianos as possibilidades no mercado brasileiro, além de tentar criar oportunidades para futuras parcerias ou investimentos.
Fonte: metrópoles
