O vereador Wisney Luiz Ramos André (PSD) tomou posse, nesta sexta-feira (28), como prefeito interino de Piaçabuçu. A cerimônia ocorreu às 14h45, na sede da Câmara Municipal, localizada na Avenida João Pessoa, no Centro do município.
A posse ocorre após a cassação dos diplomas do prefeito Rymes Marinho Lessa (MDB) e do vice-prefeito Carlos Ronalsa Beltrão Coelho (PSD) pelo Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL), resultando na dupla vacância dos cargos do Executivo municipal.
De acordo com o Termo de Posse e Compromisso, a execução da decisão que determinou o afastamento dos antigos gestores passou a valer imediatamente em 25 de agosto de 2026. A Câmara Municipal recebeu determinação do TRE-AL para adotar as providências necessárias diante da vacância.
Wisney André, que ocupava a presidência da Câmara Municipal, assumiu interinamente a chefia do Executivo Municipal. A cerimônia foi conduzida pela vereadora mais idosa presente, Keity Darlian Santos Souza Almeida (PP) , em razão do impedimento do presidente da Câmara para dirigir os trabalhos legislativos após assumir o comando da Prefeitura.
Durante a solenidade, o novo prefeito interino prestou o compromisso previsto na Lei Orgânica do Município, declarando que irá manter, defender e cumprir a legislação municipal, além de observar as leis federais e estaduais e trabalhar pelo bem dos moradores de Piaçabuçu.
A posse tem caráter interino e deverá permanecer até a realização de uma eleição suplementar e a posterior posse dos candidatos eleitos. Conforme o documento, a nova eleição será convocada oportunamente pelo TRE-AL.
O prefeito interino também apresentou declaração de bens durante o procedimento de posse, conforme determina a Lei Orgânica Municipal.
Com a mudança, Piaçabuçu passa a ser administrada temporariamente por Wisney André, enquanto o município aguarda a definição de seus novos representantes para os cargos de prefeito e vice-prefeito.
O mandato do prefeito e do vice-prefeito foi alvo de decisões de cassação e inelegibilidade por oito anos em instâncias da Justiça Eleitoral (como no TRE-AL) devido a acusações de abuso de poder político e econômico, mas o processo segue com desdobramentos jurídicos.
Por Redação.

