Cerca de 600 funcionários eram impedidos de sentar durante expedientes em farmácias Drogasil no Grande Recife. O dado é estimado pelo Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Pernambuco (Sinfarpe) e se refere à ação movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) contra a rede, pedindo R$ 2 milhões em indenização pela conduta.
A movimentação da Ação Civil Pública (ACP) foi divulgada pelo
MPT-PE na quarta (19). A determinação que restringia os trabalhadores era verbal, segundo o Sinfarpe, que afirma receber esse tipo de denúncia há cerca de quatro anos.
De acordo com a organização sindical, a instituição já tentou ajuizar uma ACP contra a Raia Drogasil. A medida, no entanto, nunca teria seguido adiante por medo dos trabalhadores.
O MPT-PE aponta irregularidades relacionadas às condições ergonômicas de trabalho em unidades da Drogasil em todo o estado. Segundo o órgão, os funcionários eram proibidos de se sentarem durante o expediente, mesmo quando não estavam em atendimento ao público.
A medida, que tem pedido de tutela de urgência, tramita na Justiça do Trabalho do Recife e solicita que a empresa garanta o uso efetivo de assentos e pausas para descanso ao longo da jornada.
Em caso de descumprimento, o MPT-PE pede multa de R$ 20 mil por obrigação violada, acrescida de R$ 2 mil por trabalhador prejudicado.
O valor, juntamente com a indenização, será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), ao Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), ao Fundo Estadual do Trabalho
(FET/PE) ou a outra destinação social indicada pelo MPT.
Por meio de nota, a Drogasil informou que não foi citada nesta ação pela Justiça do Trabalho de Pernambuco.
Quando a citação ocorrer, a rede farmacêutica afirma que avaliará os argumentos do MPT e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos do processo.
Fonte: @diariodepernambuco

