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Antes do colapso tinanceiro, atestado pelo pedido de recuperação judicial protocolado no ültimo domingo (16/8), o Grupo Casas Bahia foi palco de uma verdadeira história de terror. De acordo com as denúncias apresentadas pelas vitimas, a estrutura da varejista foi abrigo, durante três décadas, de uma rede de expl0r4ç4o s3xval de meninas e mulheres.

Os primeiros registros policiais e processos judiciais contra o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, conhecido como o “Rei do Varejo”, são da década de 90. De acordo com os relatos, o empresário atraía adolescentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica de diferentes locais do país e as expl0r4va s3xv4lm3nte. A entrega de presentes, dinheiro e a manutenção das vítimas em imóveis de Klein seria realizada por funcionários da varejista.

Apesar da quantidade de denúncias, o fundador das Casas Bahia mOrr3u em 2014, aos 91 anos, sem nunca ter sido condenado. Em 2021, a Agência Pública reuniu depoimentos de vítimas, advogados e ex-funcionários das Casas Bahia. A reportagem também revelou que, ao procurarem a Justiça, muitas vítimas – que eram adolescentes quando a v10 3ncla ocorreu – descobriram que os crimes já haviam prescrito.

O episódio deu origem a um Projeto de Lei. Batizado de “PL

Caso Klein”, o texto propõe alterar o Código Civil brasileiro para ampliar de 3 para 20 anos o prazo de prescrição para ações de reparação civil a vítimas de crimes s3xv4is cometidos contra crianças e adolescentes. O PL chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados, em 2023, mas está parado no Senado desde então.

Filho e herdeiro do “Rei do Varejo”, Saul Klein também foi alvo das denúncias. Diferente do pai, no entanto, ele foi condenado, em 2023, por tr4f1co de pessoas para fins de trabalho escr4vo s3xval. A sentença veio de uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Fonte: @metropoles

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