A Polícia Federal indiciou o empresário Marcos Moura, conhecido como “Rei do lixo”, por desvio de dinheiro público na destinação de emendas parlamentares. Outras 24 pessoas, entre agentes privados e agentes públicos também são suspeitas de participar do esquema.
O indiciamento faz parte Operação Overclean. A PF estima que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 1,4 bilhão em contratos fraudulentos.
É apurada a suspeita de desvio de dinheiro e fraudes em licitações envolvendo verbas de entes federais, como o Dnocs e a Codevast, que fazem obras contra a seca.
Também foram indiciados os empresários Fabio e Alex Parente, Lucas Maciel Lobão Vieira e Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenadores do Dnocs na Bahia, e outros investigados entre agentes públicos e empresários.
Eles são suspeitos pelos crimes de:
Com isso, o caso segue para o Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, e para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que pode oferecer denúncia contra os indiciados, pedir novas diligências ou arquivar o caso.
Os investigaram suspeitam que as empresas atuassem pagando propina a autoridades para conseguirem contratos com prefeituras nas áreas de pavimentação e limpeza urbana, dos quais depois houve suposto desvio de dinheiro.
A primeira fase da operação foi autorizada pela Justiça Federal, em dezembro de 2024, mas caso subiu para a Corte por causa do surgimento de indícios da participação de políticos com foro privilegiado.
À época, Marcos Moura e Alex Parente foram presos, mas liberados dias depois por ordem do Tribunal Regional Federal da lª Região.
Ao autorizar a operação, Nunes Marques também liberou que o Coaf envie à PF as informações sobre essas transações e o nome das pessoas com foro envolvidas.
A última fase foi em janeiro deste ano quando o deputado federal Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) foi alvo da ação, que teve o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal.
Fonte: metrópoles

