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A Casas Bahia fechou 298 lojas e demitiu cerca de 2 mil trabalhadores, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, em meio a um processo de reestruturação que prevê novos cortes no quadro de funcionários e o encerramento de mais unidades. A condução das demissões já provoca reação de sindicatos, que cobram informações sobre os desligamentos e a garantia dos direitos trabalhistas.

Funcionários relataram ter sido pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas. Em Osasco e região, o Sindicato dos Empregados no Comércio (Secor) manifestou preocupação com a forma como os desligamentos estão sendo conduzidos e afirmou que acompanha a situação dos trabalhadores afetados.

Segundo a entidade, muitos funcionários ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, o pagamento das verbas rescisórias, a liberação do FGTS, o seguro-desemprego e os demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria.

“O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência”, afirmou o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

A onda de fechamentos ocorre enquanto a Casas Bahia prepara um plano de reestruturação para tentar melhorar sua situação financeira. A varejista registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025 e adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre, inicialmente prevista para 12 de agosto, para o dia 14. A companhia também marcou uma teleconferência com investidores para a segunda-feira (17).

Fonte: @diariodepernambuco

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