Uma cratera gigante tem preocupado os moradores do Residencial Flor do Vale, no bairro Jardim Petrópolis, em Maceió. Segundo eles, o problema começou há seis anos com um buraco pequeno. Ao longo do tempo infiltrações fizeram a erosão aumentar até se transformar na cratera. Uma casa corre risco de ser engolida por ela.
Os moradores relataram que a Defesa Civil de Maceió e também do estado foram avisadas sobre a situação quando o problema começou e desde então acompanham a evolução do buraco. Os donos dos imóveis também estiveram reunidos com o secretário de Infraestrutura do município, Fabrício Galvão, no dia 20 de abril desse ano. Ele chegou a ir até o condomínio verificar o problema.
Em nota, a Seminfra informou que está elaborando um projeto para contenção da encosta e que após o processo licitatório ele será colocado em execução.
Os moradores contestam a nota. Eles disseram que no dia da reunião foram informados que já existia um projeto e só faltava ser incluído no cronograma de obras.
“Quando tivemos a reunião na secretaria com o secretário e sua equipe, informaram que o projeto já estava pronto, que faltavam apenas alguns detalhes da licitação e que o projeto já estava sob cuidado da empresa que iria executar a obra. Eles informaram que iriam chamar os representantes do condomínio para apresentar o projeto e, logo em seguida, começar as obras aproveitando a época que estava fazendo sol”, disse o morador Ewerton Pita.
A casa da professora Silvia Martins é a que está mais próxima da cratera. Em abril de 2019 ela contratou uma empresa de engenharia para elaborar um laudo técnico no local. O documento tem nove páginas e é assinado pela engenheira Aline Amorim, que apontou uma “sequência de anomalias e falhas construtivas e de uso, operação e de manutenção de galerias de águas pluviais executadas em obra de pavimentação que determinaram as causas de desmoronamento de estrutura e solo”.
Na época a engenheira recomendou que a área fosse isolada com urgência. Silvia Martins resolveu alugar um imóvel porque está com medo da erosão que tem aumentado com as chuvas.
“É uma situação de muita aflição e depois se vê em uma situação que tem que se mudar. É um prejuízo porque a própria casa, o terreno já está atingido, desvalorizado, tudo. Minha filha antes de ontem acordou às 4h da manhã com barulho e perguntou ‘mãe, caiu alguma coisa?’. A gente saiu no escuro e descobrimos que foi o bambu que era a última coisa e que a gente achava que estava mantendo o solo”, disse a professora.
Os moradores também reclamam que nenhuma medida provisória foi tomada desde que as autoridades tomaram conhecimento do problema para evitar que a erosão aumente.
“A gente já tem processo movimentado na Prefeitura, na secretaria municipal de Infraestrutura, mas até agora não ocorreu”, disse o morador Rodolfo Marcelo.
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Fonte: @tribunahoje

