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Medida cria um sistema de cobrança automática de pensões alimentícias, com o objetivo de diminuir inadimplência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (29) o projeto de lei 4.978/2023, que cria um sistema de cobrança automática de pensões alimentícias, apelidado de “Pix Pensão”. A medida foi aprovada pelo Congresso Nacional neste mês e agora passa a integrar o ordenamento jurídico brasileiro.

A nova lei altera o Código de Processo Civil e estabelece que, por decisão judicial, o valor da pensão poderá ser debitado automaticamente da conta do devedor e transferido diretamente ao beneficiário ou ao seu representante legal. A nova legislação entrará em vigor um ano após sua publicação.

Com a mudança, a Justiça poderá determinar o desconto em qualquer fase do cumprimento da sentença, utilizando sistemas eletrônicos integrados ao Banco Central, como o Pix ou outras modalidades consideradas adequadas.

A medida amplia os mecanismos já existentes, que hoje permitem descontos automáticos principalmente para trabalhadores com vínculo formal, como servidores públicos e celetistas. A nova regra busca atingir também devedores que atuam como autônomos, para os quais há maior dificuldade de cobrança.

Lula sanciona lei que autoriza Pix Pensão.

Lula sanciona lei que autoriza Pix Pensão.Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Inadimplência 

A legislação prevê ainda procedimentos em caso de falta de saldo na conta do devedor. Nesses casos, a instituição financeira deverá comunicar o fato às autoridades competentes, que poderão tornar indisponíveis outros ativos até o limite da dívida.

Os valores bloqueados poderão ser convertidos em penhora, com transferência ao beneficiário em até 24 horas após decisão judicial.

Outro ponto da lei determina que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passe a coletar e divulgar dados sobre ações judiciais, incluindo processos de pensão alimentícia, com o objetivo de subsidiar políticas públicas na área.

Autora do projeto, a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu que a medida complementa os mecanismos atuais, como a prisão por inadimplência, com alternativas mais eficientes e menos onerosas para o Estado.

A expectativa é de que a nova lei aumente a efetividade da cobrança e reduza a inadimplência no pagamento de pensões alimentícias no país. Texto deve ser publicado no Diário Oficial da União da quinta-feira (30).

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