Weather
Maceió, AL
28 °C / 27 °C
Coins
Dólar: R$ 5,45 Euro: R$ 6,37 ↑

Investigado ignorava multas, usava fogo para limpar terreno e descartava agrotóxicos irregularmente.

A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (16), um homem apontado pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) como responsável pela maior devastação ilegal da Caatinga no estado. O nome dele não foi divulgado.

Segundo a investigação, ele desmatou mais de mil hectares de vegetação nativa — uma área equivalente a cerca de 800 campos de futebol. A Justiça também determinou o bloqueio de bens para garantir a reparação dos danos ambientais. 

A prisão foi decretada pela 17ª Vara Criminal da Capital após pedido do MP-AL, por meio do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente (NUMA) e da Promotoria de Justiça de Traipu

A investigação é resultado de ações da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, coordenada pelo MP-AL e pelo Ministério Público Federal (MPF), com participação do Ibama, Instituto do Meio Ambiente (IMA), Batalhão de Polícia Ambiental e Polícia Científica.

Como funcionava o esquema de desmatamento

De acordo com o MP-AL, perícias e imagens de satélite mostram que o investigado mantinha um esquema organizado de desmatamento. Ele utilizava máquinas pesadas para derrubar grandes áreas de vegetação nativa e ateava fogo nos restos da mata para preparar o terreno para exploração econômica.

Além da destruição da Caatinga, os peritos identificaram o descarte irregular de embalagens de agrotóxicos altamente tóxicos, o que pode ter contaminado o solo e os recursos hídricos da região. Para o Ministério Público, a prática também configura crime de poluição. 

Segundo o coordenador do NUMA, promotor Kléber Valadares, o investigado continuou desmatando mesmo após receber multas, embargos e determinações para interromper as atividades.

“O investigado utilizava maquinário pesado para realizar cortes rasos na vegetação nativa e empregava fogo para eliminar os remanescentes florestais. Além disso, o descarte irregular de agrotóxicos colocou em risco o solo, os recursos hídricos e a saúde da população”, afirmou o promotor.

Share.