As denúncias de atrasos em pagamentos envolvendo a Prefeitura de Maceió chegaram a um dos setores mais sensíveis da administração pública: a educação infantil.
Funcionários das creches Gigantinhos voltaram a denunciar o não pagamento de salários e do vale-alimentação, além de relatarem sobrecarga de trabalho e condições consideradas inadequadas para o exercício das atividades.
Segundo os trabalhadores, a empresa terceirizada, o IGEVE, responsável pela administração de algumas unidades, alega que não há sequer previsão da Prefeitura de Maceió, de regularizar a situação.
Em relato encaminhado à CBN Maceió, uma funcionária do Gigantinhos Novo Jardim, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, revelou que, apesar da empresa afirmar ausência de repasses do município, circula entre os trabalhadores a informação de que os recursos já teriam sido transferidos antes do recesso escolar, o que aumenta a insegurança e a falta de informações sobre o destino dos valores.
Além da incerteza financeira, os relatos apontam problemas na rotina das unidades. De acordo com a funcionária, uma sala com cerca de 25 crianças funciona diariamente com apenas uma professora e uma auxiliar, responsáveis por todas as atividades pedagógicas e pelos cuidados com alimentação, higiene e acompanhamento dos alunos.
Outro ponto levantado diz respeito às condições oferecidas aos profissionais durante a jornada de trabalho.
Segundo a denúncia, não existe um espaço destinado ao descanso dos funcionários dentro da unidade.
“Somos proibidas de descansar dentro da creche. Precisamos ir para a rua para sentar na calçada”, relatou a trabalhadora.
Ela também afirma que as auxiliares de sala tiveram apenas uma semana de recesso e precisaram retornar antes dos demais profissionais para realizar a limpeza das unidades e a manutenção das áreas externas.
As novas denúncias reforçam uma sequência de reclamações já registradas por funcionários de outras unidades dos
Gigantinhos, como as dos bairros Antares e Morada do Planalto.
