A investigação que levou à prisão da influenciadora Deolane Bezerra, por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), também apontou que um sobrinho de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, recebeu R$ 50 mil da empresa de ônibus Transunião.
A concessionária, que opera 50 linhas de ônibus na zona leste de São Paulo, foi alvo de uma operação do Ministério Público (MPSP) e da Polícia Civil do estado nessa quinta-feira (25/6), por suspeita de lavar dinheiro da maior facção criminosa do país.
Os promotores suspeitam que familiares de Marcola sejam os verdadeiros donos de ônibus da Transunião. Os investigadores tiveram acesso a planilhas que indicavam que diversos ônibus estavam em nomes de laranjas, classificados como
“cooperados”. Enquanto isso, havia menção aos verdadeiros donos, que eram classificados como “cooperados oficiais”. Eram eles, afirmam os promotores, quem tinham o direito de explorar economicamente a operação dos veículos.
Na denúncia da Operação Vérnix, o MPSP menciona que Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, o sobrinho de Marcola, recebeu o repasse diretamente da concessionária.
Leonardo também aparece em mensagens trocadas por Paloma Sanches Herbas Camacho, filha de Alejandro Herbas Camacho, irmão de Marcola, como destinatário de valores determinados pelo pai. Nas conversas, ele é citado pelo codinome “L”.
Um dos principais elos entre Marcola e a empresa de ônibus, segundo o MPSP, é Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como um operador financeiro de familiares do líder do PCC.
A investigação sobre a Transunião apontou que Everton tinha conexões com o presidente da empresa, Lourival de França
Monário, alvo de mandado de prisão.
Fonte: @metropoles.sp
