Uma cena registrada nesta semana em Palmeira dos Índios chamou a atenção e gerou indignação entre moradores. Um homem acamado precisou ser transportado na carroceria de uma caminhonete, deitado em uma cama, em um dia chuvoso, para conseguir atendimento na Central Já e emitir a carteira de identidade.
As imagens mostram familiares e outras pessoas retirando a cama do veículo para conduzir o homem até o local de atendimento. A situação provocou revolta entre quem presenciou a cena, principalmente pelas dificuldades enfrentadas por uma pessoa com mobilidade extremamente reduzida.
O caso levanta questionamentos sobre a acessibilidade e os procedimentos adotados para pessoas acamadas ou com restrição de locomoção. Moradores questionam por que não houve um atendimento domiciliar ou outro procedimento que evitasse expor o paciente a esse tipo de deslocamento, especialmente sob chuva.
Até o momento, não há informações sobre o motivo de o atendimento ter precisado ser realizado presencialmente nem se foi solicitada alguma modalidade de atendimento diferenciado.
A situação reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas que garantam dignidade, acessibilidade e atendimento humanizado às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
A Central Já e os órgãos responsáveis têm espaço aberto para esclarecer se existe atendimento específico para pessoas acamadas e explicar por que, neste caso, o deslocamento foi necessário.
Fonte: @francesfmagreste

