O empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento foi preso novamente nesta quinta-feira (18), em Belo Horizonte (MG), durante a segunda fase da Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é apontado como líder de uma organização criminosa suspeita de atuar para obter informações sigilosas e dificultar o avanço de investigações relacionadas a um esquema bilionário no setor de mineração.
Segundo a PF, o grupo realizava ações de espionagem, monitoramento ilegal e interferência em apurações conduzidas por órgãos de fiscalização e controle. A operação também resultou na prisão da esposa do empresário, Tayna Vitória Cerqueira Gouveia. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, e a Justiça determinou a suspensão das atividades de empresas ligadas aos investigados.
Os suspeitos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 16 anos de prisão.
Alan já havia sido preso em setembro de 2025 durante a primeira fase da Operação Rejeito. De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 1,5 bilhão por meio da exploração irregular de minério de ferro.
As investigações apontam que integrantes da organização teriam corrompido servidores públicos para obter licenças ambientais e autorizações fraudulentas utilizadas em atividades minerárias, inclusive em áreas de preservação e locais protegidos.
Segundo os investigadores, apenas Alan Cavalcante teria recebido mais de R$ 225 milhões de empresas ligadas ao esquema entre 2019 e 2024.
Fonte: @cbnmaceio
