A Câmara já aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala em 27 de maio. O projeto de lei criado pelo governo foi enviado ainda em abril justamente para pressionar pelo avanço da pauta.
Mesmo com a aprovação da PEC, o governo defendia não retirar a urgência do seu projeto. A intenção era pressionar o Senado, onde a PEC do fim da 6×1 aguarda análise desde o dia 28 de maio.
O debate para redução de jornada ainda segue no Congresso, mas agora fica voltado apenas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que já foi aprovada por deputados e estacionada há mais de 15 dias no Senado.
A motivação do Planalto não foi detalhada, mas pode mirar dois caminhos: segurar a votação de pautas-bomba, como a renegociação de dívidas de produtores rurais que tem impacto estimado de R$ 110 bilhões por ano, segundo novas estimativas da Fazenda; ou abrir espaço para negociar a PEC que depende dos senadores
Ao retirar a urgência, a votação do Senado depende apenas de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem uma pressão de calendário. O Planalto ainda aposta em outras pautas que também dependem do amapaense, como a PEC da Segurança.
À coluna, líderes de centro confirmaram ter recebido a informação de retirada da urgência e ponderam que a decisão faz com que o governo não precise negociar um novo texto de votação. Apesar do alinhamento para que o projeto seguisse os mesmos moldes da proposta já aprovada, a avaliação é de que sempre há risco de que novos pontos “surpresa” possam ser incluídos em um texto que vai ao plenário.
Fonte: @portalr7
