Um grupo de empresas do setor de extração, engarrafamento e distribuição de água mineral é alvo da Operação Watergate, deflagrada nesta segunda-feira (15) pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). A investigação apura suspeitas de sonegação fiscal, fraudes tributárias e lavagem de bens que teriam causado prejuízo superior a R$ 49 milhões aos cofres estaduais.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (GAESF), em conjunto com a Polícia Civil de Alagoas. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, especializada no combate ao crime organizado. As medidas tiveram como alvo seis pessoas físicas e nove pessoas jurídicas investigadas.
Também por requerimento do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio e a indisponibilidade de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados para assegurar eventual ressarcimento dos prejuízos causados ao erário estadual.
Segundo as investigações, a empresa apontada como núcleo central do grupo econômico acumula débitos de ICMS já inscritos em Certidões de Dívida Ativa (CDAs) que somam R$ 9.477.223,91. Além disso, existe uma dívida administrativa em fase de apuração estimada em cerca de R$ 40 milhões.
Fonte: metropolitano.al
