Um segundo caso suspeito de ebola foi notificado nesta quarta-feira (10/6), na capital paulista, pela Secretaria de Saúde de São Paulo (SES), que investiga o caso.
A paciente, de 31 anos, foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IERR). Ela relatou que, ao chegar no Brasil após uma viagem à província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo (RDC), começou a sentir sintomas como diarreia e febre. As reações se manifestaram três dias após sua volta.
A investigação, por meio da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e do Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof.
Alexandre Vranjac” (CVE-SP), deu início após a mulher preencher os critérios de definição de caso suspeito, considerando o histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e os sintomas apresentados.
A paciente está estável, permanece em leito isolado e testou negativo para malária. Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença pelo vírus ebola. As análises são conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).
O primeiro caso suspeito de ebola foi descartado no início deste mês. O homem, de 37 anos, também havia viajado para a República Democrática do Congo. Ele segue internado no IERR com evolução favorável do quadro de saúde. As análises realizadas pelo IAL detectaram Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica.
Após o registro do primeiro caso suspeito de ebola no país, a Secretaria de Saúde do estado intensificou a vigilância epidemiológica. Na segunda e terça-feira (8 e 9/6), o CVE promoveu treinamento para cerca de 1,1 mil profissionais de saúde de todo o Estado, por meio da webconferência “Doença pelo Vírus Ebola: informação que protege, vigilância que salva”.
O CVE-SP reforça que o vírus ebola não é transmitido através da respiração, mas pelo contato direto com secreções e fluidos corporais de pessoas infectadas, somente após o início dos sintomas.
Fonte: @metropoles
