O Ministério da Saúde suspendeu preventivamente o uso da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan, após registro de reações adversas que estão associadas temporalmente à aplicação do imunizante.
Segundo dados apresentados pela pasta, foram documentadas 42 reações severas entre as 500 mil pessoas que receberam a vacina. Nesse universo, três pessoas tiveram reações graves, das quais duas morreram.
O Ministério da Saúde disse que ainda não pode confirmar se os três episódios são consequência do uso da vacina. Em todos eles, os pacientes registraram sintomas de dengue grave num espaço de até três semanas após a aplicação da vacina. Os casos foram os seguintes:
- Uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dor muscular e náuseas seis dias após a vacinação. Ela evoluiu para um quadro de dengue grave com choque e necessitou de internação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas serecuperou e recebeu alta;
- Uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave com comprometimento neurológico(meningoencefalite) 19 dias após ser vacinada. Ela morreu;
- Um homem de 58 anos que iniciou um quadro febril cinco dias após a vacinação. O quadro evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário, resultando também em óbito.
As 42 pessoas que tiveram reações mais severas apresentaram sintomas como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramentos espontâneos.
A pasta recomendou que unidades que aplicaram a vacina nas últimas três semanas façam um acompanhamento de pessoas vacinadas para identificar se houve reações nesse grupo.
“Os 42 casos significam oito casos para cada 100 mil doses aplicadas. É um sinal de alerta que recomenda a descontinuidade até que se possam realizar todas as investigações necessárias para ver reação de causalidade, fatores relacionados dentro de 500 mil doses aplicadas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A jornalistas, Padilha afirmou que nenhum desses casos registrados foi detectado nos estudos clínicos da vacina, que foi feito com 11 mil pessoas. “Foram eventos inesperados que não foram observados em todos os estudos clínicos observados”, ressaltou.
Fonte: @portalr7

