O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) encaminhou uma série de questionamentos à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para esclarecer possíveis relações entre recursos privados e atividades vinculadas à Federação Alagoana de Futebol (FAF), além de entender como ocorre a fiscalização financeira das federações estaduais por parte da entidade máxima do futebol brasileiro.
Segundo a reportagem do Lance!, o foco das apurações gira em torno do presidente da FAF, Felipe de Omena Feijó, de 35 anos, que assumiu o comando da federação em 2015, aos 23 anos. Felipe é filho de Gustavo Feijó, ex-presidente da entidade entre 2008 e 2015, e atualmente é o diretor de futebol masculino da CBF, após também ter exercido vice-presidências na entidade nacional.
De acordo com a apuração do Lance!, em 2017 Felipe Feijó criou o Instituto FAF de Potencial Pleno (IFPP), entidade privada que tem a própria Federação Alagoana de Futebol como sócia instituidora e mantenedora. O estatuto do instituto, segundo a publicação, estabelece entre seus objetivos a função de “gerenciar e receber recursos em nome da sócia instituidora”.
Ainda segundo a reportagem, a criação das entidades teria ocorrido em meio a um cenário de dívidas acumuladas pela federação. Dados citados na publicação, apontam que a FAF possui débito inscrito na dívida ativa da Fazenda superior a R$ 6,2 milhões.
A matéria também destaca que a Federação Alagoana recebe recursos oriundos da CBF e verbas públicas por meio de emendas parlamentares. Em 2024, os repasses da confederação à FAF teriam somado R$ 2,18 milhões, além de recursos específicos para arbitragem. Já as emendas parlamentares estaduais destinadas à estrutura paralela ligada à federação ultrapassaram R$ 6,3 milhões, conforme informações obtidas pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
Fonte: @cbnmaceio

