Deputado federal Marx Beltrão (União), aliado da família Brêda na cidade, agora é rifado em troca do deputado federal Luciano Amaral (PV) que esteve na cidade no final de semana
Ficou claro demais, nos bastidores da política em Alagoas, que a troca de apoio em Piaçabuçu vai mais além do que um número de votos nas urnas de 2026.
O grupo que comanda o município, onde o atual prefeito é Rymes Lessa (MDB),mudou – em pouco mais de duas semanas – de apoio político para o cargo de deputado federal.
Antes, Marx Beltrão (União), aliado da família Brêda na cidade, agora é rifado em troca do deputado federal Luciano Amaral (PV).
Amaral, que foi confirmado o nome à Câmara dos Deputados do prefeito e seu grupo político, aportou com a caravana de Renan Filho, pré-candidato a governador de Alagoas, no final de semana.
Sem entender nada, a população piaçabuçuense assistiu ao desfile dos pré-candidatos, pelas ruas da cidade, com desconfianças e questionamentos, principalmente, pela avalanche negativa que a administração vem sofrendo nos últimos meses, inclusive, com atraso de pagamentos de salários de servidores e a falta dos serviços públicos essenciais em vários setores e pastas do Poder Executivo municipal.
Dos fatos aos fatos
Para quem não lembra, no início deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AL), pela terceira vez consecutiva, pediu vistas no processo ao Recurso Eleitoral – na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) – de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
Aliás, desde o ano passado, o juiz Lucas Lopes Dória, da 13ª Zona Eleitoral, determinou a cassação dos mandatos do prefeito de Piaçabuçu, Rymes Lessa, e do vice-prefeito, Carlos Ronalsa.
Em dezembro de 2025, a desembargadora eleitoral Natália França Von Sohsten assumiu a Ouvidoria do TRE-AL e pediu para “tirar de pauta” o processo.
Agora, mais recente, após o pedido de Kléver Loureiro no começo de maio, o processo somava três votos favoráveis à cassação contra os dois restantes. Porém, questões políticas de interferências dentro do TRE-AL revelam que existe um “acordo” pela não cassação de prefeito e vice-prefeito de Piaçabuçu.
Isso porque já com maioria dos desembargadores decidindo pela perda dos mandatos do prefeito e vice, na ação ajuizada pela coligação “Piaçabuçu, Daqui pra Melhor” e pelo ex-candidato Kayro Cristóvão Castro, fica comprovado – cada vez mais – que houve uma série de condutas ilegais supostamente praticadas durante o ano eleitoral de 2024.
Entre as irregularidades, a realização de festas e sorteios com verba pública, distribuição de alimentos, promoção de eventos com presença do então pré-candidato e uso da estrutura da Prefeitura para fins eleitorais.
Fato comprovado!
No entanto, a ida do deputado federal Luciano Amaral para o município de Piaçabuçu, no final de semana, demonstrou e ficou comprovado que há um grande acordo político em troca dos mandatos de Rymes Lessa e do vice-prefeito, Carlos Ronalsa.
Como?
No placar de 3×0 no TRE-AL, de fato, sabe-se que existe uma linha tênue entre Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) e o Palácio República dos Palmares (leia-se o governador Paulo Dantas) ligada a um diálogo (conversação) interno e externo no TRE-AL, todavia, até mesmo com poderá ocupar as duas vagas que estão abertas para composição do Tribunal.
Afinal, com um ou dois votos a mais favoráveis pela manutenção dos mandatos, a conta fecha para que prefeito e vice-prefeito se mantenham no comando da Prefeitura de do litoral sul de Alagoas.
Com isso, no toma lá dá cá, o apoio político e eleitoral fica fechado para Luciano Amaral; para o deputado estadual Dudu Ronalsa (MDB), filho do vice-prefeito; para o senador Renan Calheiros; para Renan Filho (ao governo de Alagoas) e para manter aliança com a turma palaciana do MDB.
Fonte: Blog Kléverson Levy
