Dezenas de milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires nesta terça-feira (12/05) contra cortes de verbas para universidades públicas.
Eles erguiam cartazes com dizeres como “Em defesa da universidade pública”’ e “A educação é um direito, não um privilégio”.
Em 2025, o Congresso aprovou uma lei para atualizar o orçamento universitário e reajustar salários de acordo com a inflação, mas o governo Milei ainda não implementou o financiamento estipulado.
“Sem essa lei, temos menos recursos para a ciência, pesquisa, bolsas de estudo e para que estudantes possam ter acesso à universidade” afirma Sofía Martínez Naya, da Federação Universitária de La Plata.
A principal federação de docentes da Argentina afirma que o salários caíram 33% desde que Milei foi eleito. “Meu salário em abril foi de 221.000 pesos [cerca de R$ 780].
Que impacto isso tem hoje? Significa que a qualidade dos professores não é a mesma, porque temos que assumir vários trabalhos, já que ser apenas professor não é suficiente. Hoje, com a inflação que se acumulou nos últimos dois anos, nossos salários estão abaixo da linha de pobreza”,
“, diz Carolina Conti, professora da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional de La Plata.
Caso a lei de financiamento não seja implementada, espera-se que a Suprema Corte intervenha, mas não há prazo para o tribunal proferir uma decisão.
Fonte: @dw.brasil

