Mais de 200 crianças e adolescentes com deficiência estão sem acesso ao atendimento de Equoterapia em Maceió há cerca de cinco meses. O método terapêutico e educacional interdisciplinar utiliza o cavalo para promover o desenvolvimento biopsicossocial melhorar o equilíbrio, tônus muscular e coordenação, além de favorecer o aspecto emocional e cognitivo.
Segundo relatos de mães e responsáveis, os atendimentos no Centro de Equoterapia e Zooterapia de Alagoas, localizado no conjunto Henrique Equelman, foram suspensos devido à falta de repasses financeiros para a manutenção das atividades.
A equoterapia é bastante utilizada para o acompanhamento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), paralisia cerebral, síndromes, dificuldades motoras e outras condições que exigem estímulos terapêuticos especializados.
Familiares explicam que a interrupção do tratamento tem causado impactos no comportamento e no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Algumas mães relatam episódios de regressão, irritabilidade e mudanças bruscas no modo de agir dos filhos, após a suspensão das terapias.
De acordo com os responsáveis, a equoterapia representa não apenas um tratamento, mas também uma importante ferramenta de inclusão e qualidade de vida para as crianças atendidas. Diante da situação, os familiares fazem um apelo ao Governo do Estado de Alagoas para que os repasses sejam regularizados e os atendimentos retomados o mais rápido possível. “Nossos filhos precisam desse cuidado. Não podemos deixá-los regredir”, desabafou uma das mães.
Por Redação.

