O vereador de Jundiá Bonifácio Galdino Bonfim (Neto Bonfim), virou réu por tentativa de homicídio qualificado e crime de ameaça. O vereador foi nomeado para coordenar a campanha do ex-prefeito de Maceió JHC na articulação política junto aos vereadores dos municípios de Alagoas.
Neto Bonfim, é acusado na Justiça pela denúncia do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) pelo atropelamento de um adversário político na noite de 14 de setembro de 2024 em Jundiá. Ele conduzia um veículo Pajero quando interceptou uma motocicleta pilotada por Ednaldo Freitas da Silva.
O caso ganha repercussão também pelo papel político ocupado por Neto Bomfim. Além de vereador em Jundiá e presidente da União dos Vereadores de Alagoas (UVEAL), ele foi escolhido como coordenador de campanha de JHC, o que reforça sua presença na articulação da pré-candidatura do ex-prefeito de Maceió ao Governo de Alagoas.
A escolha de Neto Bomfim para a coordenação ocorre em meio ao avanço das alianças de JHC no interior. E agora passa a dividir espaço com a tramitação da ação penal em que o vereador responde por tentativa de homicídio qualificado e crime de ameaça.
A acusação alegou que Neto Bonfim teria apontado uma arma de fogo para a vítima, e proferido ameaças de morte a sua esposa, Mércia Wanderley. Além de ter jogado intencionalmente o carro contra a motocicleta e derrubando o condutor. Segundo o MPAL, o desfecho não foi pior devido a intervenção do morador Maksuel Nunes da Silva, que jogou seu próprio veículo, um Ford Fiesta entre os envolvidos para impedir que o vereador colocasse a marcha ré e atingisse a vítima. Após a formação de aglomeração de moradores no local, o vereador Neto Bonfim, fugiu da área.
A defesa de Neto Bonfim negou as acusações e contestou a versão do MPAL. Segundo a defesa, o acidente teria sido causado por uma manobra de desvio por medo e tensão. “Ednaldo xingou Neto Bonfim. Se sentindo ameaçado, o vereador tentou desviar seu veículo, e acabou colidindo lateralmente com a motocicleta”, alegou a Defesa. Os advogados negam ainda que o vereador estivesse armado.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, o Juízo da 1ª Vara da Comarca de Porto Calvo rejeitou os pedidos de nulidade e de absolvição sumária. A Justiça entendeu que a análise sobre a existência ou não da intenção de matar deve ser aprofundada durante a instrução processual.
Com isso, o processo seguirá para a fase de produção de provas. A audiência de instrução e julgamento foi agendada para as 9h do próximo dia 27.
Por Redação.
