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Mulheres recebem, em média, 21,3% menos que homens no setor privado com 100 ou mais empregados. É o que revela o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em parceria com o Ministério das Mulheres.

A desigualdade salarial apresentou um leve aumento. Em 2023, as mulheres recebiam 13,7% a menos, e, em novembro do ano passado, a diferença passou para 14,3%. 

Por outro lado, a participação feminina cresceu 11% no mercado de trabalho, e passou de 7,2 milhões para 8 milhões. Entre mulheres negras, o crescimento foi de 29%, indo de 3,2 milhões para 4,2 milhões. Por grupo ocupacional, os serviços administrativos apresentam maior proximidade nos salários de contratação de homens e mulheres, seguido pelo trabalho em áreas operacionais e gerência. 

Segundo os dados, a massa de rendimentos das mulheres, que é a soma total dos rendimentos como salários e honorários, subiu de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, para se equiparar ao valor recebido pelos homens, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos. Os estados com a maior desigualdade são Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná. 

Na avaliação da ministra da igualdade racial, Rachel Barros, o relatório aponta avanços na construção de um mercado de trabalho mais igualitário em gênero e raça.

“E acho que os dados que a gente tem hoje, que a gente consegue investigar e mostrar onde a gente tem conseguido avançar. Então, dizer que mulheres negras aumentaram em 29% a sua capacidade de empregabilidade, mostrar as diferenças entre os estados, também onde a gente conseguiu avançar mais na remuneração, mas também onde a gente precisa avançar mais, mostra que a gente tira a desigualdade desse campo de invisibilidade e mostra onde a gente precisa avançar e quem são as pessoas responsáveis também para isso.”

O documento reúne informações de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados, além de dados complementares fornecidos pelas próprias empresas. O relatório faz parte dos esforços do governo para o mapeamento dos impactos da lei que estabelece a igualdade salarial entre mulheres e homens, que foi sancionada em 2023.

fonte: @midianinja

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