Que as bicicletas e patinetes elétricas cairam no gosto popular é indiscutível. Basta circular entre os bairros do Prado e Jacarecica, em Maceió, para vê-los nas ruas, esquinas, calçadas, praças, orla, estabelecimentos comerciais e de lazer.
A chegada da frota com 75 bicicletas e 150 patinetes aconteceu no início de abril. Logo após, o Departamento Municipal de Transportes e Trânsito de Maceió (DMTT) publicar a Portaria nº 049/2026, proibindo a circulação de veículos autopropelidos, como patinetes elétricas e scooters, em calçadas, ciclovias e ciclofaixas da capital.
Os veículos funcionam via aplicativo de celular (JET), onde é possível localizar, alugar e pagar contam com GPS e luzes de segurança. Além disso, possuem a velocidade limitada de 20 Km/h. O que está dentro das normas e da medida que atende uma recomendação do Ministério Público de Alagoas (MPAL) que objetiva reforçar a segurança no trânsito.
Entretanto, o problema está onde elas estão sendo literalmente largadas, jogadas e abandonadas, após o uso. Estamos falando das calçadas, em portas de garagens, no meio das vias públicas (ruas), vagas de estacionamento e até mesmo na areia da praia. O que gera problemas com acessibilidade da população e transtornos para alguns moradores.
Algumas pessoas já criticam a desordem e exige o reordenamento desses veículos. É o caso do vereador Leonardo Dias (PL), que chamou a atenção para a falta de organização dos patinetes e bicicletas pela cidade.
“A quantidade de patinetes jogadas, a qualquer hora, nas ciclovias, faixas verdes, nos passeios e vias públicas; ou seja, em todos os lugares, é enorme”, afirma.
“Não há fiscalização, disciplinamento ou orientação que indiquem os locais onde as patinetes e bicicletas possam ser deixadas. Não há sinalização para isso. As pessoas alugam e deixam em todos os cantos, prejudicando a circulação de pedestres”, relata.
O vereador afirma que está uma “verdadeira bagunça”. “Já solicitei a Prefeitura Municipal de Maceió cópia do contrato assinado com a empresa JET para identificarmos todos os termos”. “Se fosse um carrinho de coco deixado por um vendedor na orla; no outro dia, o carrinho não estaria mais lá. Mas, existe patinete e bicicletas por todo canto e ninguém faz nada”, critica.
Assim como ele, moradores dos bairros que convivem com os veículos largados nas esquinas, motoristas, pedestres, influences e populares criticam, em suas redes sociais, pedindo providências ao público municipal quanto ao ordenamento para o uso das patinetes eletrônicas e bicicletas.
Por Redação.
