A decisão da ex-prefeita de Maceió, Kátia Born, de se afastar da presidência municipal do PDT não é um movimento isolado, é sintoma claro de uma ruptura política mais profunda dentro do grupo liderado por Ronaldo Lessa.
O estopim foi a decisão de Lessa de mudar de posição no tabuleiro e retornar à base do ex-prefeito de Maceió, JHC, hoje pré-candidato ao Governo de Alagoas. A guinada não apenas surpreendeu aliados, como também provocou um efeito imediato, o afastamento de uma das figuras mais históricas e combativas do grupo.
Kátia não só deixou o comando municipal do PDT como também confidenciou à coluna do BNews que pretende se desfiliar da legenda. Mais do que isso, desistiu da pré-candidatura a deputada, selando um rompimento político que já vinha sendo desenhado nos bastidores.
A divergência com Lessa não é recente. Kátia sempre foi contra qualquer aproximação com JHC e tem razões pessoais e políticas para isso. Em 2016, perdeu o comando do PSB justamente para JHC, episódio que marcou o início de um embate direto entre os dois. Anos depois, em 2021, mesmo com Lessa ocupando a vice-prefeitura de Maceió, Kátia foi vetada para assumir a secretaria Municipal de Saúde. Um recado político difícil de ignorar. As mágoas, portanto, não são pequenas.
Nos bastidores, o clima é ainda mais delicado. A informação é de que Kátia chegou a procurar Lessa por telefone, apelando para a relação construída ao longo de décadas de parceria política. Não foi bem recebida. O gesto, ou a falta dele, foi interpretado como sinal definitivo de distanciamento. O episódio não apenas expõe um racha, mas pode marcar o fim de uma aliança histórica na política alagoana.
Fonte: @bnewsalagoas

