O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) proibiu a divulgação de uma pesquisa do Instituto Verita Ltda. para as eleições de 2026, após identificar graves falhas metodológicas. A decisão, tomada a partir de uma representação do MDB, incluiu a aplicação de uma multa mínima de R$ 53.205 ao instituto. O magistrado responsável considerou que o levantamento não cumpriu as exigências legais necessárias para garantir a sua transparência e validade.
A principal irregularidade apontada foi a divergência entre os dados de renda familiar informados no registro oficial e os apresentados posteriormente. Essa inconsistência compromete a representatividade estatística, pois impede a Justiça Eleitoral de verificar se a amostra coletada reflete fielmente o plano amostral declarado. Além disso, o instituto utilizou termos genéricos para descrever a delimitação territorial, deixando de detalhar os bairros e locais específicos onde as entrevistas ocorreram.
Outro ponto crítico mencionado na decisão foi a inclusão de perguntas sobre a eleição presidencial em um registro voltado apenas para cargos estaduais. Embora o Ministério Público Eleitoral tenha cogitado levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral devido ao teor nacional das questões, o TRE-AL manteve a competência do julgamento por se tratar de um registro feito na esfera estadual. O instituto, por sua vez, não apresentou defesa dentro do prazo estipulado pela Corte.
Com a sentença, o compartilhamento ou referência aos resultados dessa pesquisa em qualquer meio de comunicação ou rede social está definitivamente proibido. A decisão visa proteger o equilíbrio do pleito e evitar que levantamentos sem confiabilidade técnica influenciem o eleitorado. O caso reforça o rigor da Justiça Eleitoral na fiscalização das normas estabelecidas para as pesquisas de opinião pública.
Fonte: debate.alagoas

