O abuso de poder pela gestão municipal da Barra de Santo Antônio e a captação ilícita de votos nas eleições de 2024 foram responsáveis pela cassação dos diplomas da prefeita Lívia Carla Alves (Republicanos) e do vice-prefeito Lucas Alves (PSD), após uma decisão judicial de primeiro grau.
A decisão judicial de primeiro grau proferida nesta terça-feira (14) determinou a inelegibilidade dos gestores por oito anos seguidos, e a anulação de seus votos em chapas no período eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral decretou favorável à cassação de ambos mediante a várias denúncias investigadas pela Polícia Federal que envolve um suposto esquema de corrupção eleitoral envolvendo recursos públicos da Prefeitura de Barra de Santo Antônio.
De acordo com as investigações, a Prefeitura comprava materiais de construção, que eram entregues diretamente a eleitores de um povoado, com autorização de políticos do município.
O fornecimento dos bens acontecia sem o respaldo de qualquer programa social regular, cadastro prévio ou critérios transparentes, em período eleitoral. O que configurava indícios de corrupção eleitoral.
O processo ocorre em segredo de justiça, cabendo recursos.
Por Redação.
