A Espanha deve oficializar nesta terça-feira (14) uma das maiores regularizações migratórias recentes da Europa, ao autorizar a legalização de cerca de meio milhão de imigrantes em situação irregular. A medida, anunciada pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez (@sanchezcastejon), será implementada por decreto e não depende de aprovação do Parlamento. Segundo o governo, a iniciativa busca reconhecer a presença de milhares de pessoas que vivem, trabalham e contribuem para a sociedade espanhola, ainda que sem status legal.
Na justificativa enviada à população, Sánchez afirmou que a regularização é um passo para garantir igualdade de direitos e fortalecer o modelo de convivência do país. A proposta também conta com apoio de setores como Igreja, sindicatos e empresários, que veem na medida uma forma de integrar trabalhadores essenciais à economia formal. A política dialoga ainda com reformas migratórias anunciadas anteriormente, que preveem regularizar cerca de 300 mil pessoas por ano até 2027, em resposta à crise demográfica marcada pelo envelhecimento populacional e queda nas taxas de natalidade.
A decisão, no entanto, enfrenta forte oposição de setores conservadores e vai contra o pragmatismo europeu. Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular, criticou a medida, afirmando que ela pode ampliar tensões migratórias na Europa. Já Santiago Abascal, da extrema direita Vox, classificou a iniciativa como “política suicida” e prometeu revertê-la. Apesar das críticas, o governo sustenta que a regularização é necessária para organizar o sistema migratório, reduzir a informalidade e garantir direitos básicos a uma população estimada em centenas de milhares de pessoas no país.
Fonte: @midianinja

