Moradores afirmam que têm sido alvo de acusações e ameaças nas redes sociais; investigação sobre morte do animal segue em andamento.
A comunidade de Lagoa Azeda, no município de Jequiá da Praia, Litoral Sul de Alagoas, afirmou estar sendo alvo de ataques e hostilizações após a morte do elefante-marinho conhecido como Leôncio, encontrado mortona terça-feira (31). Moradores relatam acusações nas redes sociais, constrangimentos públicos e medo diante da repercussão do caso.
Leôncio foi encontrado morto na praia de Lagoa Azeda em avançado estado de decomposição. De acordo com laudo do Instituto Biota, o animal apresentava diversos ferimentos provocados por objeto cortante, incluindo lesões no crânio, retirada de um dos olhos e ferimentos nas nadadeiras e costelas. Segundo os especialistas, não havia indícios de que o animal tenha sido vítima de redes de pesca ou outro acidente semelhante.
Moradores relatam perseguição e acusações
Ao g1, a presidente da colônia de pescadores e liderança local, Eliane Matias, disse que a repercussão tem prejudicado a população e gerado medo entre os moradores.
Segundo ela, pescadores já haviam visto o animal boiando no mar horas antes de encalhar e acionaram os órgãos responsáveis assim que perceberam a situação. “A comunidade sempre avisou e colaborou”, afirmou.
Eliane também relatou que, após a divulgação da morte, moradores passaram a ser alvo de ofensas e acusações. “A gente vem sendo perseguido. Chamam a comunidade de ‘povoado maldito’, querem impedir a pesca e dizem que somos assassinos. Isso é muito triste, porque sempre protegemos o meio ambiente”, disse.
A liderança destacou ainda que a comunidade é formada majoritariamente por pescadores artesanais e marisqueiras, que vivem dentro da Reserva Extrativista Lagoa do Jequiá e participam de ações de conservação ambiental.
“Todo mundo aqui sabe a importância de proteger o meio ambiente. A gente protege tartarugas, animais marinhos, ajuda pesquisadores, faz resgates e até arrecada dinheiro quando um animal precisa de atendimento veterinário. Estamos sendo injustiçados”, afirmou.
Fonte; portalg1

