Na política, mudanças de rota fazem parte do jogo, mas nem todas passam despercebidas. Em Alagoas, a mais recente movimentação de Leandro Silva reacendeu críticas sobre sua forma de construir e desfazer alianças. O que poderia ser interpretado como estratégia acabou sendo visto, por aliados e adversários, como mais um episódio de instabilidade política.
A mudança em questão envolveu uma articulação para retirar seu grupo da órbita do MDB, onde esteve alinhado nos últimos anos, e aproximá-lo do PSDB, partido ligado ao prefeito JHC. O movimento incluiu a tentativa de filiação do seu irmão, o deputado André Silva, à nova sigla, como forma de abrir espaço político em outro campo de poder. A manobra, no entanto, não avançou como esperado e acabo sendo barrada, expondo o desgaste da articulação.
A repercussão foi imediata. Lideranças do MDB, como Paulo Dantas e Marcelo Victor, passaram a enxergar o gesto como um sinal claro de rompimento, ainda que não formalizado. Nos bastidores, a avaliação predominante foi de que a tentativa refletia mais uma busca por sobrevivência política do que um reposicionamento ideológico consistente.
Esse episódio se soma a um histórico de mudanças de lado em momentos decisivos. Ao longo dos últimos anos, Leandro Silva já esteve alinhado a nomes como Régis Cavalcante e Galba Novaes, relações que foram rompidas em meio a reconfigurações eleitorais.
Atualmente, ele mantém proximidade com o deputado federal Marx
Beltrão, o que reforça a leitura de que suas alianças seguem em constante mudança.

